Meu filho é especial… e lindo!

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois… A Vida é construída nos Sonhos e concretizada no Amor. “As melhores e mais bonitas coisas neste mundo não podem ser vistas nem ouvidas, mas precisam ser sentidas com o coração”

9.12.07

O que é ser especial?

Saber que um bebê muito esperado está a caminho é uma ótima notícia para os pais. No entanto, saber que o filho que está sendo gerado tem alguma deficiência pega a maioria de surpresa. Muitos se sentem culpados, acham que não serão capazes de criar bem os filhos excepcionais, ou ainda imaginam que, por serem deficientes, os filhos não serão felizes. A fonoaudióloga Rita Siqueira, especialista em terapia nessa área, explica com é ter em casa uma criança especial.

Unipress: O que é ser especial?

Rita: Como diz o Dicionário Aurélio, especial é “próprio, exclusivo, fora do comum”. Ser uma criança especial é necessitar de cuidados especiais, cuidados no seu mais amplo significado.

Unipress: O que é ser pai e mãe de um filho especial?

Rita: Não é fácil, principalmente no primeiro impacto, isto é, quando os pais se deparam com a deficiência, momento em que há uma dualidade. Há dúvidas sobre "aceitar", "não aceitar", "o que vou fazer", "como será minha vida daqui para frente". Existe também um sentimento de culpa de muitos pais em busca de descobrir quem é o responsável pelo fato de a criança ter nascido assim. Em contrapartida, há um sentimento de compaixão, o que faz muitos pais buscarem, desde a gravidez, o que será melhor para o filho. Alguns pais, entretanto, chegam a abandonar seus filhos na rua ou em orfanatos. Outros se mobilizam e procuram tratamentos com especialistas em equipe multidiciplinares, participam ou fundam grupos, associações de crianças com o tipo de deficiência de seu filho. É onde há um intercâmbio de experiências que ajuda a todos.

Unipress: Que tipo de deficiência é mais bem aceita pelos pais?

Rita: Ninguém quer um filho especial. Uma família de classe média aceitaria melhor uma criança sem anomalia aparente, pois a cobrança da sociedade, amigos e da própria família é de que esta criança seja bonita, faça tudo e ninguém perceba o problema. Há pais que, mesmo com filho com visíveis comprometimentos, colocam em natação, equoterapia, escola, sem escondê-lo da sociedade. Esses pais, com o grande amor que têm, se orgulham dos filhos. As crianças com sídrome de Down, retardo mental de leve a moderado, síndrome do X Frágil e alguns casos de autismo são mais bem aceitas. Tudo depende da base familiar e do nível socioeconômico e cultural.

Unipress: E que tipo não é bem aceito?

Rita: Os que apresentam fisicamente o problema. Há casos em que a mãe tem um filho com paralisia cerebral e não anda com esta criança para lugar nenhum; as terapias são todas feitas em casa. E há outras cujo filho tem a mesma patologia e elas o levam a todos os lugares.

Unipress: Como é a vida de uma criança especial e quais as restrições?

Rita: É uma vida normal dentro das possibilidades e do que é permitido a essa criança pela equipe interdisciplinar que a atente. Além disso, depende da conscientização e aceitação da família.

Unipress: E como é a vida dos pais?

Rita: Por força das circunstâncias, a vida desses pais é de mais dedicação, renúncia, aceitação e, acima de tudo, amor. Eles devem buscar tirar dessa situação um grande aprendizado.

Unipress: Como deve ser a vida educacional do especial?

Rita: Em tempo de "inclusão", essa criança deverá freqüentar escolas que tenham salas de recursos com suporte específico, em horários alternativos; ou escolas regulares com avaliações específicas para cada caso. Hoje, poucas escolas, mesmo particulares, não procedem assim. Os pais devem ficar atentos para saber se o filho está se integrando ou se afastando.

Unipress: Como um filho especial torna uma família especial? Como é o aprendizado e o que é aprendido?

Rita: Há uma conscientização. A família estuda, se une para oferecer melhor condição de vida para o excepcional. Muitos voltam às universidades para estudar áreas específicas, para melhor lidar com a criança. O melhor que é aprendido é o amor incondicional dos pais por esta criança. Mas acontece também de muitos pais se separarem, irmãos ignorarem, tios e primos se afastarem com a chegada dessa criança. Tudo por desconhecimento, ignorância e relutância em aprender a lidar com crianças especiais.

Fonte: Agência Unipress Internacional  - Aline Gomes

criado por prisciladasilvadutra    8:48 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por karina correia araujo — 30.4.09 @ 9:56

    oi me chamo karina sou estudante de servico social na ucsal de salvador -bs estou fazendo um trablaho de estagio na faculdade e escolhi o tema mt dificil a ser trabalhado e com pouca bibliografia que é ” prque o homem abandona a mulher e o filho ao saber que ele é portador de algum tipo de deficiencia” estou mt empenhada porem com muitas dificuldades li em seu blog algus depoimentos seus que me ajudaram. obriga por fazer a diferenca nesse mundo tao lindo. bjs fica com deus kary!!!

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